segunda-feira, 23 de setembro de 2019

NOTA TÉCNICA A RESPEITO DE CASO DE MORMO EM SÃO LOURENÇO DO SUL

Foto: Internet
Atual situação epidemiológica

O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. A título de informação o último foco de Mormo no RS havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Estado do Rio Grande do Sul pleiteasse o status de Zona Livre de Mormo. Infelizmente neste mês dois novos casos foram confirmados através do exame de Western Blotting (WB), que é o exame confirmatório e conclusivo preconizado pelo Ministério da Agricultura para confirmação dos suspeitos. Os novos casos ocorreram em setembro, nos municípios de São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha, acometendo dois equinos, um em cada propriedade, até o momento.
Informamos que estas propriedades encontram-se interditadas e sob vigilância do Serviço Veterinário Oficial desde o momento da notificação às Inspetorias Veterinárias dos municípios, estando proibido o ingresso e egresso de equinos destes locais, até que se encerrem os procedimentos de saneamento.
Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN 06/2018 é de que o estado esteja há pelo menos 3 anos sem registrar nenhum novo foco da doença. O Estado do RS vem tratando do assunto Mormo desde a primeira notificação com extrema transparência e neste processo frequentemente diversas associações e entidades envolvidas com equídeos tem participado de reuniões na Sede da SEAPDR.
Em função do exposto, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e Mormo de animais que venham a transitar.


Mormo

Mormo é uma enfermidade infecciosa, de caráter agudo ou crônico que acomete, principalmente, equídeo, podendo também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes. O agente etiológico do mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bacilo gram negativo responsável por alta taxa de mortalidade de equídeos, que quando afeta o homem é altamente letal. Os sinais clínicos mais frequentes são febre, tosse e corrimento nasal (purulento que evolui para sanguinolento), além de prostração, pústulas na mucosa que evoluem para úlceras, abscessos nos linfonodos e dispneia. Na fase final da doença a broncopneumonia vai levar o animal a morte por insuficiência respiratória. No entanto alguns equídeos podem tornar-se portadores assintomáticos, forma considerada preocupante, pois um animal positivo que não manifesta sinais clínicos pode ser fonte de disseminação da doença para outros animais e para as pessoas. Na ausência de tratamento e de vacinas eficazes à prevenção da enfermidade, as recomendações e estratégias de profilaxia e controle estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos a Instrução Normativa nº 06/2018 entre elas a obrigatoriedade de exame negativo para trânsito de equídeos e participação em eventos e sacrifício de animais positivos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

LIBERADA EMISSÃO DE e-GTA PARA SEMANA FARROUPILHA 2019 DE SÃO LOURENÇO DO SUL

Foto: Arquivo IDA São Lourenço do Sul
A emissão de e-GTAs (Guia de Trânsito Animal) para a Semana Farroupilha 2019 de São Lourenço do Sul já esta disponível.
Para solicitar a emissão do e-GTA, o produtor deverá estar regular com seu cadastro junto a SEAPDR, e apresentar os seguintes documentos:
  •  Registro, NF ou Declaração de Trânsito de Animais Por Não Contribuinte do ICMS(CLIQUE AQUI para acessar o formulário);
  •  Exame de AIE (Anemia Infecciosa Equina);
  •  Exame de Mormo;
  •  Carteira de Vacinação contra Influenza Equina.


O produtor também poderá utilizar o Produtor Online ou o Aplicativo Galope.

Para quem ainda não tem senha de acesso ao Produtor Online ou Galope, deverá ser preenchido a Solicitação de Autorização e Termo de Compromisso Para Emissão de e-GTA, (CLIQUE AQUI para acessar o formulário), e entregá-lo na Inspetoria.

Maiores esclarecimento pelo telefone (53) 3251-1332 ou na Rua Mariz E Barros, 1893.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

EXIGÊNCIA DE VACINAÇÃO DE INFLUENZA PARA EVENTO


A fim de reforçar a respeito da vacinação de Influenza Equina, salientamos que o Atestado de Não Sintomatologia da doença não é mais valido. Por tanto os que pretendem desfilar na semana farroupilha, não deixem para a ultima hora.
Para emissão do e-GTA (Guia de Trânsito Animal), além dos exames já exigidos (Anemia e Mormo), para evento (concentração de animais), a Vacinação de Influenza é obrigatória, devendo constar na Carteira de Vacinação, a descrição completa do equídeo, com resenha, rótulo da vacina utilizada, com data de vacinação, carimbo e assinatura do médico veterinário responsável pela aplicação.

A vacinação é valida por 1 ano, devendo obedecer a carência miníma de 21 dias entre a aplicação da vacina e a emissão do e-GTA se constar uma unica vacinação na carteira.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

LOCALIZADA FURNA PRÓXIMA AOS FOCOS DE RAIVA



Após a confirmação de casos de raiva bovina no município, foi acionado o Núcleo de Combate a Raiva, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS.
A equipe chegou ao município ontem (dia 31/07), e localizou morcegos hematófagos, provavelmente relacionados aos recentes casos da doença. A  furna com os animais fica próxima a antena, na localidade de Boqueirão, em São Lourenço do Sul. Os animais foram capturados sendo feita a aplicação da pasta vampiricida, conforme determina o procedimento no Programa Nacional de Controle da Raiva Herbívora.

Para acessar a notícia do caso diagnosticado positivo, CLIQUE AQUI.

Solicita-se que sejam notificados na Inspetoria de Defesa Agropecuária, casos de animais agredidos por morcegos, bem como refúgios com presença de morcegos hematófagos, além de animais com suspeita da doença.

Nos bovinos a doença se caracteriza por inicial incoordenação motora, isolamento do lote, salivação excessiva, dificuldade para engolir e andar cambaleante, culminado com a queda definitiva do animal que apresenta movimentos de “pedalagem” e dificuldade respiratória, o que leva a morte.
Importante ressaltar que animais suspeitos não devem ser manipulados sem luvas e demais equipamentos de proteção, pois a doença é uma zoonose, igualmente fatal em humanos.

A Inspetoria alerta a  todos aqueles produtores que não vacinaram seus bovinos e equinos contra a raiva que o façam com máxima urgência.

Maiores informações e notificações diretamente na Inspetoria (Rua Mariz E Barros, n°1893) ou pelo telefone (53) 3251-1332.